terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Por quanto tempo você ainda fará a mesma publicidade?

Amigos

A ideia desse artigo não é ser nenhum futurólogo, mas sim analisar o cenário de hoje e pensar no que pode acontecer nos próximos 5 anos. Você acredita que o modelo de agência, em 5 anos, será o mesmo? Porque eu vejo que muitas não são mais como há 5 anos atrás, mas outras, ainda pensam como há 40 anos atrás.

Começo esse artigo repetindo o que já escrevi algumas vezes, uma sensacional frase da Ana Maria Nubié no evento Top de Planejamento de 2015, onde ela disse “não passamos 70% do nosso tempo na TV e 4% na Internet, logo, porque as verbas publicitárias ainda seguem esse padrão de divisão?” acho que essa frase deveria mexer com todos os gestores de marcas. Pior que eu vejo muita gente tentando mudar as coisas, tanto nas agências como nas empresas, mas é muito difícil mudar cultura e cabeça de diretoria. Com isso, o Brasil vai ficando para trás e quando esse pessoal que está entendendo o novo mundo chegar ao topo da empresa, onde o poder da palavra final é sua, o Brasil estará anos luz atrás dos EUA e Europa, e claro, aquelas pouquíssimas marcas, aqui no Brasil, que se atentaram para isso, bem a frente da sua concorrência? Apenas em comunicação? Não, em vendas!

Vamos a algumas coincidências: Fiat, a marca que melhor trabalha Internet já é líder de vendas no Brasil. Tecnisa, investindo uma porcentagem pequena da sua verba no digital vende quase 40% dos seus empreendimentos por esse canal. Boticário, na crise, vai crescer. Sua comunicação no online é muito superior a da concorrência que não vai crescer nesse ano. Bem, preciso de mais exemplos?

Walter Longo diz em seu livro “achar que o negócio da publicidade continua o mesmo é uma grande miopia” note que ele diz continua e não continuará. A vida que vivemos é diferente da que vivíamos há 10 anos atrás, logo, nosso consumo mudou. E muito. As pessoas não tem mais o tempo que tinham, não tem mais a vida que tinham. Nossos avós tinham uma vida, nossos pais outra, nós outra, nossos filhos terão outras. É o ciclo da evolução da vida. Quando eu dizia para o meus avós que tinha uma reunião as 19h, eles riam, diziam que eu não queria falar com eles. A vida deles era uma. A minha é outra. O mundo mudou, essa velha frase está linda, no PPT de palestras, mas no dia a dia as agências ainda vivem do BV da Rede Globo, que cada vez mais perde espaço para Facebook, YouTube, Netflix e Google.

Um ou outro programa da Rede Record ou SBT bate de frente com a Rede Globo, no geral, ela é a rainha da TV. Por anos foi assim, ela dando um “banho” na audiência das outras emissoras, e ainda é, mas seus programas – assim como todas as emissoras – perdem audiência a cada dia. E por que? Por causa dessa “tal internet” e seus conteúdos dos mais diversos onde as pessoas assistem quando querem. Não precisamos mais esperar a Sessão da Tarde, eu posso ver Lagoa Azul no Netflix as 3h da manhã de sábado ou as 8h da manhã de uma 2a feira. Eu decido, o poder é mais meu (consumidor) do que nunca. E vai ser ainda mais.

A internet não chegou para matar nenhuma mídia, mas seus pilares são fortes o suficiente para ela tomar o lugar das outras. Ela é interativa, resposta rápida, as pessoas interagem com as marcas, as marcas geram conteúdos específicos para o canal. As pessoas estão sempre conectadas, não vivem sem o celular. Mais de 100 milhões usam WhatsApp, 93 milhões usam o Facebook e as TVs estão ganhando outra utilidade: ser uma tela maior para ver o conteúdo da web.


Vai mesmo, continuar no modelo: Globo, Folha, Veja e coloca o que sobrar no digital?

O livro Planejamento Estratégico Digital já passou das 1,3 mil vendas em 7 meses do seu lançamento. Vai ficar sem o seu??

Abraços e FELIZ 2016

Felipe Morais
@plannerfelipe
facebook.com/plannerfelipe

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